12.11.09

Rafael


Pensando no excerto do texto no qual Benjamin descreve um sonho no qual ele se suicida, e ao invés de acordar imediatamente ainda fica alguns momentos observando seu próprio cadáver, estabelecemos também uma relação com a busca de sentido (ilusória) de uma vida fragmentada no momento da morte, montamos os seguinte TS:

A cena toda acontece durante o velório de Rafael, um sujeito que se suicidou. Enquanto velam o corpo, as personagens em voltam murmuram sobre fatos marcantes da vida e da personalidade do defunto.


No final, a revelação: o personagem que lia o jornal afirma para o outro que murmurava:

- Rafael, eu te matei.

Este personagem vira-se para o que comentara sobre os seus anos de faculdade e fala:

- Rafael, eu te matei.

O que havia contado os causos de fauldade repete a mesma coisa para o que falara dos seus dias como funcionário público e assim, um a um, cada personagem assume a culpa pelo assassinato do outro, até que todos são vítimas e culpados.

Uma das leituras feitas pelo grupo é que os personagens são todos a mesma pessoa, o Rafael, diferentes facetas de uma personagem fragmentada.

TS: 05
Apresentação:Último Grupo.
Texto de referência: BENJAMIN, Walter. Rua de Mão Única. In: Benjamin, W. Obras Escolhidas II: rua de mão única. SP, Brasiliense, 1993, p: 9-70.
Data de postagem: 12/11/2009
Nome do grupo:Grupo Grupo
Participantes do TS: Alexandre F. Ribeiro, Aline Camargo, Andreas Guimaraes, Bianca Boggiani Cruz, Edmir, Felipe, Felix Toro, Flávia Sztutman, Paulo Futagawa


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